O primeiro Mourão no Ceará.

“Antônio, O Emigrante

O fundador do clã no Ceará, primeiro Mourão conhecido em terras do sertão da Serra Grande, foi um pernambucano – Antônio da Silva Mourão, que habitou na Fazenda Jardim, ao nordeste da então povoação de Piranhas, mais tarde Vila do Príncipe Imperial, depois Carateús, hoje Crateús.A Fazenda Jardim distava cinco léguas de Piranhas, que nesse tempo não pertencia ao Ceará, mas à Capitania do Piauí.Antônio da Silva Mourão, primeiro deste nome, deixou-se permanecer no sertão de Carateús, pela segunda metade do século XVIII, sob o reinado de D. José I, reinado que durou vinte e sete anos, 1750 a 1777.Houve ao tempo desse soberano uma onda de emigração de pernambucanos e baianos para os sertões do Ceará e do Piauí.Na sua propriedade, trabalhando e amando, esse primeiro Mourão fez fortuna e muitos filhos, os quais se foram espalhando e deixando descendência numerosa em todo o Norte e Nordeste.Não se lhe conhece o nome da mulher, nem desta as raízes familiares. Dos filhos, sim, que três houve chamados Gonçalo, Antônio e Maria – Gonçalo José Bezerra Mourão, Antônio Mourão Filho e Maria Coelho Franco, esta casada com João Ribeiro Melo, natural das Alagoas, e mais uma outra filha, de ignorado nome, mas que se sabe casada com Domingos Cavalcante.Do alagoano João Ribeiro Melo e Maria Coelho Franco descendem Cosma da Silva Mourão, Romana Maria de Melo, Catarina da Silva Mourão, Joana Batista da Silva Mourão, Sebastião Ribeiro Melo e Alexandre da Silva Mourão.Os últimos, Sebastião e Alexandre, casaram com duas irmãs, filhas do Capitão-mor Antônio de Barros Galvão e de sua mulher, Dona Ana Gonçalves Vieira.Sebastião foi pai de Manoel Ribeiro Melo (Melinho), João Ribeiro Melo, Sebastião Ribeiro Melo, Pedro Ribeiro Melo (o Dota), Tenente-Coronel José de Barros Melo (o Cascavel), Padre Inácio Ribeiro Melo e Eufrosino Vieira Mourão.Alexandre, do Major Antônio da Silva Mourão, Manuel de Ferros Mourão, João Ribeiro Mourão, Alexandre da Silva Mourão, Joaquim da Silva Mourão e Leandro da Silva Mourão.Melos e Mourões, pois, eram primos carnais, filhos de pais-irmãos e mães-irmãs.Eram, também, parentes dos Feitosas, dos Inhamuns, pelo ramo Araújo, porquanto o sogro de Sebastião e Alexandre, o Capitão-mor Antônio de Barros Galvão casou-se com uma filha do Coronel João Ferreira Chaves, irmão do Capitão-mor José de Araújo Chaves, das Ipueiras. E deste Capitão-mor era filho o famoso potentado de Vila Nova d’El Rei, Coronel Manoel Martins Chaves, casado com Ursula Gonçalves Vieira, filha também do Coronel João Ferreira Chaves.Assim, o Capitão-mor Antônio de Barros Galvão e o Coronel Manoel Martins Chaves eram concunhados.Melos e Mourões eram, consequentemente, parentes próximos do Coronel Manoel Martins Chaves e de sua mulher, autênticos Araújos, cujos descendentes cruzaram profusamente com os Feitosas.” (O Bacamarte dos Mourões – Nertan Macedo,1966)

  1. Gostaria de saber se é possivel fazer uma pe

    19/06/2016 - 23:43:34
  2. 19/06/2016 - 23:37:58

OS MOURÃO E OS XIMENES DE ARAGÃO NO CEARÁ.

José Francisco de Aragão e sua parenta D.a Raymunda Francisca, nascida a 24 de Agosto de 1783, consorciando-se tiveram MANOEL XIMENES DE ARAGÃO, de quem ora me occupo e que, portanto, era sobrinho do Padre Gonçalo Mororó. É elle o autor das interessantes Memorias, publicadas na “Revista do Instituto do Ceará”, anno de 1913. Nasceu Manoel Ximenes a 7 de Outubro de 1807 em Sobral.

ALEXANDRE DA SILVA MOURÃO - Nasceu em Cratheús a 8 de Janeiro de 1811, sendo seus paes o Capitão Alexandre da Silva Mourão, criador e agricultor, e D.a Ursula Gonçalves Vieira. Neto do Capitão-mor Antônio de Barros Galvão.“...  sua vida cheia de lances, entre os quaes figuram a Iucta que sustentou com o presidente Alencar e a parte saliente que tomou na revolução do Bemtevi em Maranhão.”          “Barão de Studart”


CRIAÇÃO DO SITE MOURAOECOMPANHIA.

Quando no ano de 2008 decidimos construir a árvore genealógica de nossa família, tínhamos a expectativa de ser uma atividade empolgante. Surpreendeu-nos a cada nova descoberta,  fatos da história da região norte do Ceará, e de como nossos ancestrais já ali se relacionavam e influenciavam os acontecimentos que marcaram a vida naquelas vilas e povoações nos primeiros anos de ocupação da Ribeira do Acaraú, onde hoje se desenvolve as cidades de Sobral e Groaíras, e da Serra da Ibiapaba e seus contornos, nas atuais Ipu, Crateús, Ipueiras e Santa Quitéria e Reriutaba.

Decidimos concentrar nosso trabalho a partir da união de meus avós paternos que são membros dos clãs dos Mourão e dos Ximenes de Aragão, ambos  oriundos da então Província de Pernambuco e, que  migraram para aquela região  do Ceará e Piauí. Estes para tomarem posse de sesmarias recebidas legalmente na Capitania de Pernambuco e aqueles para tomarem posse de terras devolutas, e não raro tinham esse ‘direito’ de posse mantido a ferro e fogo.

O ponto de irradiação de nossa pesquisa parte da união de  Jeronymo da Silva Mourão e  Thereza Amélia Ximenes de Farias. As buscas começaram pelos cartórios da região. Num segundo momento  recorremos aos arquivos da Igreja Católica mantidos pelas Paróquias e pelas Cúrias Diocesanas. Contamos sempre com a ajuda inestimável de pessoas que em momento oportuno citaremos o nome. As quais muitas vezes alteraram sua rotina de trabalho com o intuito de nos atender

Renato Mourão

  1. 05/06/2016 - 17:00:11
  2. Bela iniciativa,sou MOURÂO e amo essa famíl

    05/06/2016 - 16:58:06
  3. Bela iniciativa,sou MOURÂO e amo essa famíl

    05/06/2016 - 16:58:06

SANTA CRUZ DO NORTE.

No pé da Serra da Ibiapaba encontra-se o município de Reriutaba, antiga Santa Cruz do Norte, local onde nossos ancestrais Jeronymo e Thereza se estabeleceram primeiramente na Fazenda Carnaubinha e depois na Fazenda Sambaíba, ambas nas cercanias da cidade. A maioria de seus filhos nasceram e se criaram nestes lugares.

  1. 05/06/2016 - 17:00:51